domingo, 19 de setembro de 2010

Uma vida muito intensa

Se eu fosse Jesus (não me interpretem mal), hoje estaria comemorando meu último aniversário. É que neste dia, 19/09, completo 33 anos (as polêmicas sobre ele ter morrido aos 33 ou 37, eu deixo para os teólogos de plantão).

O que me captura a atenção, porém, é saber que, em tão pouco tempo, Jesus fez tanta coisa. A bíblia diz que ele começou seu ministério público quando já tinha 30 anos (Lucas 3.23) e, admitindo sua morte aos 33 anos, ele teve somente 3 anos para fazer tudo o que fez.

Ao pensar nisso, fico muito envergonhado. É que Jesus viveu de maneira muito intensa sua vida na terra. Ele se dedicou de tal maneira a sua missão, que a cumpriu nesse espaço tão pequeno de tempo. Quando me lembro disso, me preocupo ao pensar que corro o risco de viver uns 80 anos e não ter cumprido nenhuma de minhas missões na terra.

Temos a mania de não sermos intensos naquilo que fazemos. Quando falo de intensidade, me refiro a uma pessoa que tem certeza de onde quer chegar e que, por isso, não tem medo de pagar o preço que for preciso para alcançar seu objetivo. Jesus sabia exatamente onde queria chegar (João 17.1-8) e o preço que pagaria por isso (João 10.18) – ele é a pessoa com a vida mais intensa que conheço.

Admito que nem sempre tenho tanta certeza de onde quero e/ou devo chegar. E mesmo quando sei para onde devo ir, às vezes não estou disposto a pagar o preço.

Eu admiro muito Jesus por sua bravura em encarar de frente todos os obstáculos que estavam entre ele e sua missão. Para começar, Cristo teve um debate com o diabo, mesmo sabendo do risco de, como ser humano, ser derrotado (Hebreus 4.15)!

Me arrepio ao ler as palavras de Jesus antes de ele se dirigir a Jerusalém, mesmo sabendo que iria penar na mão de judeus e romanos, até ser morto na cruz. Ele disse: “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. (…) Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!” (João 12. 23 e 27) Quanta determinação em cumprir sua missão na terra!

Claro que minha missão não é como a de Jesus. Mas Deus me criou para Ele (Colossenses 1.16), me confiou uma família (Efésios 5.25; 6.3; I Timóteo 5.8), me capacitou para servir outras pessoas na Igreja (I Pedro 4.10), me enviou para compartilhar seu amor com aqueles que não o conhecem (Marcos 16.15) e me deu ordens para amar cada ser humano da terra (Mateus 22.39).

Com todas essas missões em mente, eu oro para ser mais parecido com Jesus na intensidade de viver. Que no meu cotidiano, todas as vezes em que for chamado a cumprir minhas missões, eu possa dizer como Jesus: “A situação está difícil. O que direi? Pai, livra-me disso? Eu não quero mais!? Não. Fui chamado exatamente para isso, para essa hora, para essa missão. Pai, que teu nome seja glorificado em minha vida!”

Um comentário:

Expresse sua opinião. Mas releia seu comentário antes de postá-lo. Obrigado!